I wanted to be a writer, that's all. I wanted to write about it all. Everything that happens in a moment. The way the flowers looked when you carried them in your arms. This towel, how it smells, how it feels, this thread. All our feelings, yours and mine. The history of it, who we once were. Everything in the world. Everything all mixed up, like it's all mixed up now. And I failed. I failed. No matter what you start with it ends up being so much less. Sheer fucking pride and stupidity.

Oh we wanted everything, don't we?

[Richard Brown - The Hours]

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Além de mim, maior que o universo.

Tenho um pé no vento morno que sopra ao sul,
tenho saudade sem fim e amor infinito.
Sei que posso tanto quanto quero e quero mais,
sei que nunca amei tanto e é apenas o começo.



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Já volto.

Hoje eu vou sonhar grande de novo, porque agora eu posso, minha alma está em seu lugar.
Acordar e continuar vislumbrando o maravilhoso futuro que nos aguarda é para poucos.
Para isso cada um precisa encontrar seu caminho, o meu é puro e guiado pela lua cheia.
Faz inveja aos pobres de espírito mas pode inspirar os bons que ainda estão à procura.
E daqui de cima tudo é mais simples, para merecer continuaremos sinceros e honestos como sempre.
Por isso, se me dão licença, vou ali buscar toda grandeza que me está reservada e já volto!
Nada a mais desejo, nada mais almejo, pegarei apenas o que é meu por destino e na hora certa.
Se eu quero, eu tenho, eu alcanço. E assim seremos felizes com nossos pequenos problemas e grandes riquezas.
Eternamente alheios das pequenezas do mundo, gratos por encontrarmos nosso grandioso e longo caminho, para viver e crescer infinitamente nos braços um do outro.

domingo, 24 de julho de 2011

Desenhos.

Eu sou fora de moda e pretendo continuar assim. Não há como me fazer seguir protocolos e regras, não é meu estilo. Por mim eu apenas seguiria o fluxo, sem determinações de qualquer natureza. Mas não é possível viver como uma folha em branco por muito tempo, os gostos vão se desenhando quase que involuntariamente e vamos nos definindo, sem perceber exatamente como isso aconteceu. Um dia eu acordei e percebi que meu maior desejo era encontrar o amor da minha vida, a pessoa que seria o motivo da minha existência, a quem eu poderia amar incondicionalmente e dedicar todo o amor que sempre tive guardado! O problema é que isso aconteceu muito cedo, ser uma folha em branco era muito mais fácil do que saber disso, mas o conhecimento não tem como ser apagado. Para fugir desta descoberta abri uma segunda folha e por um tempo segui alguns desenhos errados, nem tenho certeza se eram meus. Fui parar em uma vida que não era minha, vivendo ideias alheias. Até que finalmente encontrei meu primeiro e maior desenho, encontrei minha razão, encontrei meu amor. E com isso muitos outros desenhos foram se formando na folha original, desenhos maiores, desejos mais fortes, voltei a me sentir única. E a cada desenho conquistado uma figura maior começa a se definir. São sentimentos tão independentes que rascunhos rapidamente se formam e a partir disso não me contento com nada menos que o máximo. Aspirações tão grandes que às vezes me corroem, outras me incentivam. E de repente a dedicação daqueles anos na em uma folha estranha não tem mais sentido. Agora quero voltar a correr atrás dos meus sonhos antigos e originais, seguir meus ideais de vida, mas pra isso muitos desenhos terão de ser apagados. A questão é: de onde vou tirar coragem pra tudo isso sem ter que começar uma nova folha em branco?! Ser fiel a meus próprios desejos é mais difícil das tarefas que já me dispus a cumprir, mas não há outro caminho a seguir. O preço é alto, mas a recompensa é maior. Nada menos que o máximo, é assim que tem que ser, é assim que deveria ter sido, acredito que não seja tarde para começar.

sábado, 23 de julho de 2011

Bom dia meu amor!

Como sobreviver sentindo demais? Amando, sofrendo e enlouquecendo demais. Longos dias, longos além do que posso agüentar, me arrasto, entranho-me em pensamentos inúteis e fúteis para tentar passar despercebido. Porque a existência perde todo seu sentido depois do amor? Brigar, amar e brigar, destratar sem querer. Perder o controle e descontar o ódio de não te ter. Onde é que fui parar? Onde está minha razão que não me pertence mais?! Morrer seria fácil, bravos são os que resistem. A mais pura prova de amor é aguentar ser o pó que se transformará em ouro, é acreditar no futuro. Sonhar em acordar com as palavras mais simples que salvarão minha vida. Palavras que me fazem continuar de pé, me arrastam até o momento em que poderei ouvi-las todos os dias, palavras não pensadas, simplesmente sussurradas em um gesto corriqueiro com o corpo ainda dominado pelo sono, as palavras mais lindas em sua voz grave: Bom dia meu amor! É disso que eu preciso, acordar nos seu braços pelo resto da minha vida. E assim estarei salva, longe desses desesperos e pesadelos, longe do terror e insanidade que me cercam, longe dos perigos do mundo. Elevados e seguros, por um simples ‘bom dia’. 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Razão de ser.

Percebi que não eram seu olhos que choravam, era sua alma
E com certa estranheza, me senti na obrigação de retribuir
Um gesto tão puro e tão afetuoso não poderia passar em vão
Então beijei seus olhos, enquanto sua alma escorria pelo rosto


Era uma sensação nova e absurdamente libertadora
Ser amada com tanta sinceridade me chocava
Eu sabia que era o princípio, não estava certa de que
Foi o começo mais lindo de algo que eu não conhecia


Respeito imediato, admiração incondicional, amor e paixão
Identificação mútua, pele, valores, gostos e desejos
Salivas que se misturam, suores que se absorvem
Beijar suas gotas de alma para beber sua essência


Misturar como massinha de modelar, juntar cores
Até que possamos voltar à condição inicial, pré-condenação
Antes de Zeus dividir nossa razão de ser em almas separadas
Voltar a ser um só, como sempre fomos e sempre seremos!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Gigantes.

Era uma vez um mundo pequeno, cheio de pessoas pequenas, todas de vista curta, que não enxergam muito bem além de seus pequenos mundos. Era uma vez um mundo cheio de pessoas com medo, medo do desconhecido, medo de mudança, medo de viver, medo da diferença, medo da liberdade, medo das palavras, medo dos sentimentos. E eu que nunca entendi este tal 'medo do desconhecido', estava presa neste mundo que não era meu, adoecendo. Aos poucos deixei de ver o horizonte e, sem saída, me acostumei com aquela vidinha limitada. Era como Babel, como usar palavras desconexas, cada ato era condenado. Fui atrofiando minhas ideias e amputando meus sentimentos exagerados.


Até que um dia reconheci você, reconheci como não tinha reconhecido antes, desta vez eu sabia que você estava ali por um motivo maior que este mundo pequeno, maior que a vida, maior que a nossa visão mal acostumada a ver tão pouco. No principio tivemos que cerrar os olhos para aguentar, pois a escuridão era confortável, mas seguimos em frente sem medo de enfrentar a luz. E sem tirar os pés do chão encontramos um mundo novo, de beleza infinita. Quando conseguimos desviar os olhos um do outro, nos descobrimos elevados, protegidos por um circulo de força, tão maleável quanto nossa sede infinita, tão transparente quanto nós, tão leve quanto o ar.


E assim, finalmente, voltamos a enxergar o horizonte, longe, indecifrável, indefinível. Preenchendo-nos de felicidade e possibilidades. É como ter nas mãos um quebra cabeça infinito. Serei feliz se puder passar o resto dos meus dias desvendando cada um de seus mistérios. E o mais fascinante é que sempre haverá mais, pois não somos estáticos, não somos distantes. Somos gigantes.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Coletânea.

Somos tão responsáveis por amar como o somos por nunca amar (Jean de La Bruyère), para quem sabe amar bem, nada é impossível ( Pierre Corneille). Amar é ultrapassarmo-nos (Oscar Wilde), é agir (Saint-Jonh Perse). Só pelo amor o homem se realiza plenamente (Platão).  O amor não é um sentimento, é uma arte (Isabel da Baviera),
o amor não se define; sente-se (Sêneca). É como o sarampo: quanto mais tarde chega na vida, mais perigoso é! (Douglas Jerrold) Temer o amor é temer a vida, e quem teme a vida já está três quartos morto (Bertrand Russell). Não há disfarce que possa esconder por muito tempo o amor quando este existe, nem simulá-lo quando este não existe (François La Rochefoucauld). Só um homem inexperiente faz uma declaração formal, uma mulher convence-se de que é amada muito melhor pelo que adivinha do que pelo que se lhe diz (Ninon Lenclos). O amor só encontra o seu significado no momento da separação (G Bona), ‘pois’ a distância é o fascínio do amor (Corrado Alvaro).  


- Eu Tarzan, você Jane?
- Hoje não querido, to com dor de cabeça.

(Luis Fernando Veríssimo)





 Um beijo é um segredo que se diz na boca e não no ouvido (Jean Rostand).  

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pirata Caolho.

Há dias em que sou um pirata caolho.
E o mundo se transforma em um desenho plano,
apenas coisas óbvias podem ser compreendidas.
Não entendo ironias, desaprendo frases,
tudo vira de cabeça pra baixo da noite pro dia.


Há dias em que não sou mais a mesma,
que não tenho controle do que vejo, do que sinto.
E é tudo culpa daquele monstrinho,
sempre à espreita, esperando o dia de me cegar.
Tentou, tentou, até o dia de me achar desprevenida.


E bate a saudade de quando o mundo era simples,
de quando o mundo era lógico, com dois lados.
E nesse novo ângulo sem sentido, sem lógica,
surge um caminho tão forte que não posso desviar,
uma estrada longa que não foi feita para um andarilho só,
um sentimento tão importante que não pode ser sentido sozinho.


Hey você, Pirata Caolho, vem caminhar comigo?!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Sua ausência me causa dores que só os amantes sabem explicar...

Perdi o foco, me sinto tola, vulnerável,
incapaz de ser qualquer coisa longe de você.


Me sinto chata, insuportável, mas preciso saber:
Onde andas, onde foi, aonde vais.


Estou presa, dependente como nunca quis ser.
Não sei mais ir por onde você não está.


Mas não renuncio, não desisto. 
Quero ser sua para que possa enfim ser minha novamente.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

...

Devil take my soul if you want it, but bring him back to me for just one more night! 

sábado, 23 de janeiro de 2010

Aquelas.

"Tem um osso de galinha" ela dizia
"Eu tenho certeza q não vejo nada" o médico
"mas está ali, eu não consigo respirar"
"mas não há nada, já examinei duas vezes"
"por favor tire isso de mim, devolva minha voz, devolva meu folego, eu tenho certeza que tem algo entalado que não me deixa respirar, não me deixa sentir mais nada além do peso que causa em meu corpo todo por segura-lo".

E com três tapinhas nas costas a mágica se fez, o medico tira o que tanto a engasgava. Não era osso, não era falta de ar. Eram palavras, três delas, que juntas não a deixavam respirar.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não precisa mais fazer silêncio.

Eu quero suas palavras doces na sua voz grave
Quero sua brutalidade sexual
Seus problemas juntos dos meus, neuras, picuinhas
Tudo se resolverá enquanto tivermos amor.


Eu quero te mostrar sua beleza, sua pureza, seu charme
Quero que você perceba o que deixou de ver com o tempo
Quero que veja o bem que você pode me fazer
Que você esteja ciente de tudo o que é capaz.


Sua ternura refletida nos sentimentos que desperta.
Meu carinho cobrirá de amor as feridas abertas.
Seu corpo me despertando da idade média.
Acho graça em roubar-lhe um sorriso
E sorrio, apenas por pensar em você.


Te quero perto e te quero mesmo que longe.
Volta pra ver a lua de novo comigo?!
Prometo que não vai chover hoje,
e dessa vez poderá respirar tranquilo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

'Juntinho, sem caber de imaginar...'

Que vontade de me enrroscar nos seus cabelos pra dormir
Sentir seu cheiro mais puro entre o fim das costas e a nuca
Trançar minhas pernas nas suas e prender minhas mãos na sua cintura
Passar meu calor junto ao teu corpo, e sentir os calores se multiplicarem.


Que vontade!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Desde que te amei.

É estranho saber que faz tanto tempo,
quando ainda me lembro como se fosse ontem.

Lembro de memorizar seu rosto.
De tentar guardar cada centímetro, sem sucesso,
pois seu olhos me roubavam toda atenção.

Sua boca, tão pequena e delicada,
tão doce e desejável, como as palavras que saíam dela.

E o pequeno circulo amarelo se fundindo com a imensidão azul.
Tão profundo e tão sincero.
Me confortando por ser tão transparente como eu.

Quanto mais tempo se passa, mais meu sofrimento faz sentido.
O significado cresce e minhas dúvidas se confirmam.

Sim, eu me apaixonei em quatro dias.
Sim, eu realmente te amei quando disse.
E não, eu não sei se vou conseguir esquecer.

domingo, 15 de novembro de 2009

The acid way of life.

Em alguns momentos é preciso destruir para construir. Quando a auto-destruição o único caminho pra sentir o sangue queimando. Experimentar os mais diversos sentimentos, os fortes e os fracos, os melhores e os piores, misturados.

De tempos em tempos uma carga de adrenalina.
Os estragos podem ser grandes, mil pedaços para juntar.
Seja o que for preciso, o importante é sentir-se vivo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Quero um amor pra chamar de meu.

Um sentimento tão comum que chega a ser clichê.
Uma verdade tão cruel que chega a ser triste.
Um desejo tão intenso que chega a machucar.

sábado, 21 de junho de 2008

Eu te amo não é bom dia.

'Eu te amo' não é 'bom dia',
foi minha primeira resposta,
àquelas 3 palavrinhas.


Dizem sem saber a força.
'Eu te amo' não é 'bom dia'.
É triste demais repetir atoa.


Amor de verdade não acaba, não se cansa,
não é leviano, não diz 'eu te amo' sem pensar.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Desilusão, desilusão.

Eu demorei tanto pra combinar as ideias com o olhar,
o cheiro da pele com com o toque perfeito,
as palavras com o som, os defeitos inofensivos.

Descobrir as maiores belezas na coisas mais simples,
o maior prazer no mais comum abraço,
a felicidade de provocar seu sorriso.

Tudo que eu esperava tive sem pedir,
e meus ex-amores perderam o brilho,
nada mais me importava além de você.

Até que o que sentíamos foi dito,
o que não se falava foi mal esclarecido,
e da noite pro dia tudo mudou.


Com a luz pude perceber seu olhar perdido,
Mas na sede de amar ignorei e fingi.
Fiz que não percebi tanta confusão.


Agora entendo que você decidiu esquecer,
no minuto seguinte, as palavras que disse.
Fez tentando nos proteger, mas já era tarde.


Talvez você tenha sucedido,
mas eu ainda não consegui esquecer.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Don't let me down

Eis que me encontro sem solução
sem riso, sem lágrima
e o red com gelo na mão.

Sei menos que sabia,
sinto igual ou já não sentia,
tanto faz


O tempo passa e uns observam
outros lhe seguem, devagar,
eu já não o sinto mais.

E aquela parte segue congelada,
não fria, apenas estática,
um puzzle deixado pra depois.

E tento vegetar, não pensar,
não notar, não esperar,
não amar, não desejar.


E me falta o ar.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

E a insanidade me toma.

Eu tento esquecer mas não dá.
Está nas musicas, calçadas,
onde estou, lá está.

Eu tento igonar mas me persegue,
nem meus sonhos consigo preservar.

E você se pronuncia,
me enchendo de duvidas,
me tomando o sossego.

Voltam os sonhos, pesadelos, 
imagens de dias felizes ao seu lado.

Eu quero você pra mim,

você não quer tentar,
então me deixe ir, em paz.